Não era apenas um Mojito! Era "O" Mojito!

Se alguém não sabe, sou gerente de restaurante!

Não sou filósofo, autor de livros, podcast, p¨#¨¨* nenhuma! Sou uma pessoa comum, que vive uma vida comum, que pensa muito e adora escrever.

Escrevo, quase que exclusivamente para 18 pessoas:

- Meus filhos, meus sobrinhos, meus irmãos, familiares, meus amigos próximos.

Sei que, dos 18, 7 podem se interessar, não muito mais que isso.

Ae entram vocês!

Pessoas que não me conhecem, que eu não conheço!

Vou dividir histórias e pensamentos. Os que querem fazer o mesmo são bem vindos.

Começo com uma:

 

Era gerente em um Bar, a demanda foi crescendo e o Barman não estava dando conta. Tive que ajudar o Barman nos drinks:

- Fale ae, como faz um Mojito?

O barman me instruiu, passo a passo, e segui, com aquilo que ele me orientou fazendo Mojitos no Bar em que trabalhava.

Com a orientação que recebi, fazia Mojitos em, no máximo 3 minutos cada um (ou menos)! Mas nunca gostei de Mojitos.

Alguns anos se passaram, mudei de local de trabalho. Fui gerenciar outro bar.

Neste, um Mojito demorava cerca de 10 minutos para ser entregue.

Eu, sanguíneo e impaciente como era, ficava puto!

- Como você pode demorar tanto pra fazer um Mojito?

O barman explicava que tem todo um processo, que não é pá pum!

- Cara! Eu trabalho nesse ramo há 10 anos! Nunca, ninguém demorou tanto pra entregar a p%# de um Mojito! Eu sei fazer um Mojito! E não gasto mais de 3 minutos!

- Chefe, vamos fazer uma prova? Disse ele – Você faz um Mojito e eu faço outro. Nossos colaboradores provam os dois e avaliam o que é melhor!

Eu, gerente convicto que era, disse:

- Você tem obrigação de fazer um Mojito melhor que eu! Nunca gostei de Mojito. Mas aceito sua prova, porque você é lento.

Fim de expediente, chamamos todos os colaboradores:

- Galera, vamos fazer uma prova de Mojito. Eu farei um e nosso Barman fará outro. A avaliação é tempo e sabor. Vocês vão julgar.

Fizemos nosso Mojito. Eu, gastei meus 3 minutos, ele ainda estava macerando a hortelã...

- Meu Mojito vai ficar aguado pela sua demora... – Disse a ele.

Quando ele terminou, perguntou:

- Quem vai começar a prova dos Mojitos?

- Eu! Respondi de pronta arrogância.

Provei o meu e, como esperado, estava ruim (não gosto de Mujitos – pensei). Provei o dele...

A sensação que tive foi de estar em alto mar... Uma maravilha de sensações e sabores!

- A prova acabou – disse – ele venceu...

- Chefe, podemos provar? Perguntou um dos funcionários.

- Devem! – Respondi. Mas o veredito já tinha dado!

Aprendi que minha experiência não determina as coisas.

São válidas, foram válidas, mas têm prazo de validade.

Percebi que minha ótica era tempo, a dele procedimento e qualidade.

Entendi que o que vale pra um lado do balcão, nem sempre vale para o outro lado...

Percebi que minha idade e experiência não concorrem com inovações, elas se acasalam.

Entendi que, ouvir o outro lado, dividir as informações, acreditar nas experiências dos outros, pode em muito agregar para nossas próprias experiências.

Sempre que peço um Mojito, lembro-me do Matheus – O chefe de bar que me desafiou... Que me ensinou que preparo e qualidade leva tempo...

Vejo a vida com os mesmos ingredientes... Não do Mojito – seu burro! O tempo e as qualificações.

Era gerente em um Bar, a demanda foi crescendo e o Barman não estava dando conta. Tive que ajudar o Barman nos drinks:

- Fale ae, como faz um Mojito?

O barman me instruiu, passo a passo, e segui, com aquilo que ele me orientou fazendo Mojitos no Bar em que trabalhava.

Com a orientação que recebi, fazia Mojitos em, no máximo 3 minutos cada um (ou menos)! Mas nunca gostei de Mojitos.

Alguns anos se passaram, mudei de local de trabalho. Fui gerenciar outro bar.

Neste, um Mojito demorava cerca de 10 minutos para ser entregue.

Eu, sanguíneo e impaciente como era, ficava puto!

- Como você pode demorar tanto pra fazer um Mojito?

O barman explicava que tem todo um processo, que não é pá pum!

- Cara! Eu trabalho nesse ramo há 10 anos! Nunca, ninguém demorou tanto pra entregar a p%# de um Mojito! Eu sei fazer um Mojito! E não gasto mais de 3 minutos!

- Chefe, vamos fazer uma prova? Disse ele – Você faz um Mojito e eu faço outro. Nossos colaboradores provam os dois e avaliam o que é melhor!

Eu, gerente convicto que era, disse:

- Você tem obrigação de fazer um Mojito melhor que eu! Nunca gostei de Mojito. Mas aceito sua prova, porque você é lento.

Fim de expediente, chamamos todos os colaboradores:

- Galera, vamos fazer uma prova de Mojito. Eu farei um e nosso Barman fará outro. A avaliação é tempo e sabor. Vocês vão julgar.

Fizemos nosso Mojito. Eu, gastei meus 3 minutos, ele ainda estava macerando a hortelã...

- Meu Mojito vai ficar aguado pela sua demora... – Disse a ele.

Quando ele terminou, perguntou:

- Quem vai começar a prova dos Mojitos?

- Eu! Respondi de pronta arrogância.

Provei o meu e, como esperado, estava ruim (não gosto de Mujitos – pensei). Provei o dele...

A sensação que tive foi de estar em alto mar... Uma maravilha de sensações e sabores!

- A prova acabou – disse – ele venceu...

- Chefe, podemos provar? Perguntou um dos funcionários.

- Devem! – Respondi. Mas o veredito já tinha dado!

Aprendi que minha experiência não determina as coisas.

São válidas, foram válidas, mas têm prazo de validade.

Percebi que minha ótica era tempo, a dele procedimento e qualidade.

Entendi que o que vale pra um lado do balcão, nem sempre vale para o outro lado...

Percebi que minha idade e experiência não concorrem com inovações, elas se acasalam.

Entendi que, ouvir o outro lado, dividir as informações, acreditar nas experiências dos outros, pode em muito agregar para nossas próprias experiências.

Sempre que peço um Mojito, lembro-me do Matheus – O chefe de bar que me desafiou... Que me ensinou que preparo e qualidade leva tempo...

Vejo a vida com os mesmos ingredientes... Não do Mojito – seu burro! O tempo e as qualificações.

Mas também, que ainda não conheci um Mojito como o do Matheus.

Tenho histórias com outros Barmans incríveis, mas esse é o momento do Matheus.


Aceito críticas, opiniões, controvérsias.

Deixe ae sua bronca!

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